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Como será a concepção, gestão e uso das cidades do século XXI


O curso, criado pelo OSPA e pela Escola Livre de Arquitetura em parceria com IMED, reúne acadêmicos e profissionais do país e do exterior de diversas áreas. São abordados temas que vão da filosofia à economia, da gestão de dados ao urbanismo, arquitetura


Com base no monitoramento de celulares, o governo paulista acompanha o grau de adesão às medidas que buscam elevar o isolamento social a fim de reduzir o nível de contágio do Covid. Este é um dos incontáveis exemplos de como o uso de dados tem servido para a gestão de ambientes urbanos. Um novo cenário em contínua metamorfose força arquitetos, engenheiros, urbanistas, empreendedores da construção civil e gestores públicos e privados a atuarem de uma nova forma.


Hoje, gerados por sensores, câmeras e smartphones, esses dados terão como origem, num futuro próximo, o cidadão, que terá interatividade crescente junto à gestão pública, nos moldes do que já ocorre com aplicativos como Uber, Waze, Aribnb, dentre outros desenvolvidos no contexto das citytechs.


“A formação dos profissionais que atuam tanto na construção civil quanto no urbanismo e gestão das cidades passa a ser, necessariamente, horizontal. Não há mais como um engenheiro, tanto civil quanto de dados, atuar de forma estritamente cartesiana. Também não é mais possível a um arquiteto não se valer das estatísticas geradas pela análise de dados”, diz Luciana Fonseca, coordenadora do MBA Cidades Responsivas, que terá início em maio.


O curso, criado pelo marketplace de desenvolvimento imobiliário OSPA e pela Escola Livre de Arquitetura (ELA) em parceria com IMED, reúne acadêmicos e profissionais do país e do exterior de diversas áreas. São abordados temas que vão da filosofia à economia, da gestão de dados ao urbanismo, arquitetura e design.


“A intenção é apresentar e analisar tendências já presentes e que serão determinantes para concepção e funcionamento das cidades. A interatividade do cidadão, que será mais presente, irá gerar novos anseios quanto à velocidade na solução de problemas públicos, demandas quanto à sustentabilidade e desenvolvimento econômico e urbanístico, uso de espaços, dentre outros. É um novo ambiente em que surgem desafios e oportunidades, particularmente quanto a negócios”, afirma Luciana.


Multidisciplinar, o MBA aborda ciência de dados voltada à gestão urbana (de onde surgem hoje, de onde virão e como usá-los), tendências de consumo e comportamento (como os cidadãos se valerão da tecnologia para interagir com a gestão pública e privada), business administration (análise de cases de citytechs e projeções sobre futuras demandas de mercado e transformação digital) e ampla abordagem sobre como as cidades são concebidas, econômica e fisicamente, hoje e como o serão no futuro.


“A proposta do curso é capacitar profissionais de diferentes áreas para a construção de um novo modelo de desenvolvimento humano e tecnológico, por meio do entendimento dos processos e da manipulação das ferramentas que irão transformar as cidades em ecossistemas abertos, sustentáveis e dirigidos também pelos seus usuários.”, acrescenta.


O MBA Cidades Responsivas contará com master classes de grandes nomes da arquitetura e do urbanismo internacional, dentre eles, Alain Bertaud (ex-urbanista-chefe do Banco Mundial e autor do Order Without Design – MIT Press, 2018), Patrik Schumacher (sócio-diretor da Zaha Hadid Architects), Arturo Tedeschi (referência mundial em design paramétrico computacional), dentre outros.


O curso terá duração de 360 horas ao longo de doze meses. As aulas ocorrerão às terças-feiras e quintas-feiras à noite e, quinzenalmente, aos sábados. As matrículas podem ser feitas através do site (clique aqui) e pelo WhatsApp (51) 9 8939-5181. As vagas são limitadas.

Texto de autoria de Luciana Marson Fonseca

 

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